ORGA 1.0: Poeira Verde

Naquela noite, Ricarda sonhou de novo. Não com a torre negra — mas com uma cidade que nunca vira. Ruas de vidro, arranha-céus em forma de cristais, luzes que mudavam de cor como auroras. Ao fundo, uma praça circular pulsava…
Um universo narrativo autoral em expansão. Histórias, fragmentos e experimentos visuais que exploram identidade, tempo, memória e imaginação.

Naquela noite, Ricarda sonhou de novo. Não com a torre negra — mas com uma cidade que nunca vira. Ruas de vidro, arranha-céus em forma de cristais, luzes que mudavam de cor como auroras. Ao fundo, uma praça circular pulsava…

Ricarda Motta não queria estar ali. Três meses antes, sua vida era cursinho, metrô e chuva ácida em São Paulo. Agora, o horizonte era o Rio Madeira, calor pegajoso e uma casa de madeira em Humaitá. “Transição necessária para minhas…